Nem sempre eu gosto de ser como sou
Com farpas pra todos os lados
Sempre podendo, a qualquer momento,
Arranhar, ferir, machucar
Mesmo nas brincadeiras
Mesmo nos carinhos
Ou até na hora de fazer amor
Eu recolho os espinhos e baixo a guarda
Mas não tem nada q eu faça
Que consiga impedir o acidente
Da palavra mal colocada
Do momento mal escolhido
Do movimento mal feito
Que libera o espinho mal recolhido
E que rasga a alma de quem amo
De um jeito que me faz querer nascer de novo
Quem sabe de um outro jeito
Ao menos sem espinhos
A TEORIA DO CAFETÃO
A relação entre o governo e o povo é mais ou menos como a relação clássica entre a prostituta e o cafetão:
O cafetão dá à prostituta o DIREITO de se prostituir no território dele...
É do trabalho dela - do corpo dela - que sai toda a riqueza...
Ele não faz absolutamente NADA de produtivo...
A função dele é simplesmente "protejer", "zelar pelo bem estar" e, é claro, conseguir clientes pra ela...
Mesmo que isso signifique muitas vezes ser abusivo... opressor... machucar... tirar a liberdade...
E a prostituta muitas vezes É GRATA ao cafetão por estar ali...
Ela acredita que PRECISA dele... que sem ele ela teria que se virar sozinha...
Como é que ela iria se prostituir sem ele?
Mas vejam que interessante: muitas prostitutas já descobriram que podem dispensar os serviços do senhor cafetão.
Muitas delas inclusive (pasmem!), depois disso deixaram de se prostituir...
Quando todas chegarem a esta conclusão, a figura do cafetão deixa de existir...
Quando é que vai chegar a tua vez?
Créditos da Imagem: Harvey Keitel e Jodie Foster em Taxi Driver (1976) de Martin Scorcese.
Cena completa (áudio original, sem legenda): https://www.youtube.com/watch?v=vulmXheurvE
Tem no Netflix.
O cafetão dá à prostituta o DIREITO de se prostituir no território dele...
Ele não faz absolutamente NADA de produtivo...
A função dele é simplesmente "protejer", "zelar pelo bem estar" e, é claro, conseguir clientes pra ela...
Mesmo que isso signifique muitas vezes ser abusivo... opressor... machucar... tirar a liberdade...
E a prostituta muitas vezes É GRATA ao cafetão por estar ali...
Ela acredita que PRECISA dele... que sem ele ela teria que se virar sozinha...
Como é que ela iria se prostituir sem ele?
Mas vejam que interessante: muitas prostitutas já descobriram que podem dispensar os serviços do senhor cafetão.
Muitas delas inclusive (pasmem!), depois disso deixaram de se prostituir...
Quando todas chegarem a esta conclusão, a figura do cafetão deixa de existir...
Quando é que vai chegar a tua vez?
Créditos da Imagem: Harvey Keitel e Jodie Foster em Taxi Driver (1976) de Martin Scorcese.
Cena completa (áudio original, sem legenda): https://www.youtube.com/watch?v=vulmXheurvE
Tem no Netflix.
PRIVILEGIADO
Eu nasci,
Homem,
Branco,
Caucasiano,
Sem nenhuma deficiência física ou mental,
De parto natural,
Com sobrenomes italianos,
Em uma família com casa própria,
Pai e mãe estiveram presentes em toda minha infância,
E também na adolescência,
Ninguém da minha família morreu de forma violenta ou traumática,
Minha mãe teve a possibilidade de parar de trabalhar para cuidar dos filhos, especialmente de mim - o caçula,
Meu pai não ficou desempregado depois de eu nascer,
Meu pai não bebia,
Meu pai não batia na minha mãe,
Na verdade eu pouco vi meu pai e minha mãe sequer discutirem,
Minha mãe me ensinou a ler e escrever antes de eu entrar pra escola,
Eu tinha uma escola - pública - do outro lado da rua,
Minha mãe me levava uma torrada quentinha de lanche no recreio, e me alcançava pela cerca (baixa) da escola. Eventualmente minha mãe levava um lanche também para um amigo que não tinha possibilidade de levar de casa (parecia que a refeição da escola era a única dele durante o dia),
Eu nunca quebrei nenhum osso,
Eu nunca fiquei hospitalizado,
Eu nunca fiquei em recuperação na escola,
Eu sempre estudei pela manhã, pois eu não precisei trabalhar enquanto estava na escola,
Nunca faltou comida na mesa da minha família,
Nunca faltou roupa ou calçado para mim,
Nunca faltou agasalho ou cobertores nos piores invernos,
Nunca faltou material escolar,
Eu fiz bonecos de neve, na frente e no quintal da minha casa,
Meus pais eram sócios de um clube que tinha piscina no verão,
Eu tinha brinquedos bons, bicicleta, animais de estimação, um pátio grande com gramado, árvores e um balanço no quintal,
Eu tinha livros,
Eu tinha um video-game (Daktar - tipo Atari),
Eu sempre tive amigos,
Eu nunca fui hostilizado na escola ou fora dela - hoje isso é chamado de bullying,
Minha família era ativa na sociedade local,
Eu cantei no Coral Municipal de Gaurama - minha terra natal - e com ele (e o Coral Vida e Canto que veio depois) eu viajei para fora do estado e do país,
Eu aprendi a fazer acordes no violão,
Eu aprendi espanhol e um pouco de inglês,
Eu tive meu primeiro contato com um computador pessoal aos 12 ou 13 anos,
Eu concluí o Ensino Médio em uma escola pública aos 16 anos,
Eu fui aprovado no meu primeiro vestibular,
Minha aprovação na UFRGS fez com que meus pais fizessem um esforço financeiro e me enviassem a Porto Alegre sem que eu ainda precisasse trabalhar,
Mesmo sem aprovar, meus pais respeitaram minha decisão de usar brinco e deixar o cabelo crescer,
Também sem aprovar, meus pais respeitaram minha decisão de abandonar o curso de Engenharia Civil,
Meus pais respeitaram também minha decisão de continuar morando em Porto Alegre e continuaram me ajudando financeiramente por muito tempo - mesmo quando eu comecei a trabalhar,
Com o dinheiro de uma poupança iniciada por meus pais quando eu era criança, eu comprei meu próprio computador em 1996,
Meus pais me apoiaram quando eu decidi iniciar um curso superior de menor "grife",
Eu nunca senti atração física por outro homem,
Eu me apaixonei muitas vezes - e namorei poucas,
Eu morei durante 4 anos com minha segunda namorada em dois bonitos apartamentos em um dos bairros mais requisitados da cidade,
Eu fui sócio-proprietário de uma loja bem sucedida,
Minha família me apoiou quando eu abusei do uso de drogas,
Minha família me apoiou (não só financeiramente) quando acabou meu relacionamento e minha sociedade na loja,
Minha mãe me recebeu de volta em sua casa e depois novamente me apoiou quando resolvi voltar a Porto Alegre e recomeçar,
Eu trabalhei em duas das melhores casas noturnas de Porto Alegre,
Eu conheci praticamente todos os integrantes de todas as bandas de rock locais - e alguns de fora também,
Eu me apaixonei outras tantas vezes e tive um relacionamento de 10 anos com minha terceira namorada,
Eu sou pai de um casal de filhos,
Meus filhos também nasceram brancos, caucasianos e sem deficiência física ou mental,
Eu ingressei no serviço público como celetista na CORSAN - Companhia Riograndense de Saneamento, onde cheguei a ser Chefe de Departamento,
Eu ingressei, depois, no Tribunal de Justiça do RS como servidor estatutário, onde trabalho até hoje,
Eu sou proprietário (mutuário) de um apartamento em um bairro de classe média,
Eu sou um PRIVILEGIADO.
Nada disso aconteceu por intervenção divina.
Nada disso é destino,
Muito disso é consequência de minhas escolhas...
Mas TUDO TERIA SIDO DIFERENTE se eu tivesse nascido
Mulher, e/ou
Negro, e/ou
Com deficiência física e/ou mental,
...
E/OU
...
Qualquer das outras frases que eu escrevi na sequência fossem diferentes
Vocês também são PRIVILEGIADOS... só precisam se dar conta disso...
Homem,
Branco,
Caucasiano,
Sem nenhuma deficiência física ou mental,
De parto natural,
Com sobrenomes italianos,
Em uma família com casa própria,
Pai e mãe estiveram presentes em toda minha infância,
E também na adolescência,
Ninguém da minha família morreu de forma violenta ou traumática,
Minha mãe teve a possibilidade de parar de trabalhar para cuidar dos filhos, especialmente de mim - o caçula,
Meu pai não ficou desempregado depois de eu nascer,
Meu pai não bebia,
Meu pai não batia na minha mãe,
Na verdade eu pouco vi meu pai e minha mãe sequer discutirem,
Minha mãe me ensinou a ler e escrever antes de eu entrar pra escola,
Eu tinha uma escola - pública - do outro lado da rua,
Minha mãe me levava uma torrada quentinha de lanche no recreio, e me alcançava pela cerca (baixa) da escola. Eventualmente minha mãe levava um lanche também para um amigo que não tinha possibilidade de levar de casa (parecia que a refeição da escola era a única dele durante o dia),
Eu nunca quebrei nenhum osso,
Eu nunca fiquei hospitalizado,
Eu nunca fiquei em recuperação na escola,
Eu sempre estudei pela manhã, pois eu não precisei trabalhar enquanto estava na escola,
Nunca faltou comida na mesa da minha família,
Nunca faltou roupa ou calçado para mim,
Nunca faltou agasalho ou cobertores nos piores invernos,
Nunca faltou material escolar,
Eu fiz bonecos de neve, na frente e no quintal da minha casa,
Meus pais eram sócios de um clube que tinha piscina no verão,
Eu tinha brinquedos bons, bicicleta, animais de estimação, um pátio grande com gramado, árvores e um balanço no quintal,
Eu tinha livros,
Eu tinha um video-game (Daktar - tipo Atari),
Eu sempre tive amigos,
Eu nunca fui hostilizado na escola ou fora dela - hoje isso é chamado de bullying,
Minha família era ativa na sociedade local,
Eu cantei no Coral Municipal de Gaurama - minha terra natal - e com ele (e o Coral Vida e Canto que veio depois) eu viajei para fora do estado e do país,
Eu aprendi a fazer acordes no violão,
Eu aprendi espanhol e um pouco de inglês,
Eu tive meu primeiro contato com um computador pessoal aos 12 ou 13 anos,
Eu concluí o Ensino Médio em uma escola pública aos 16 anos,
Eu fui aprovado no meu primeiro vestibular,
Minha aprovação na UFRGS fez com que meus pais fizessem um esforço financeiro e me enviassem a Porto Alegre sem que eu ainda precisasse trabalhar,
Mesmo sem aprovar, meus pais respeitaram minha decisão de usar brinco e deixar o cabelo crescer,
Também sem aprovar, meus pais respeitaram minha decisão de abandonar o curso de Engenharia Civil,
Meus pais respeitaram também minha decisão de continuar morando em Porto Alegre e continuaram me ajudando financeiramente por muito tempo - mesmo quando eu comecei a trabalhar,
Com o dinheiro de uma poupança iniciada por meus pais quando eu era criança, eu comprei meu próprio computador em 1996,
Meus pais me apoiaram quando eu decidi iniciar um curso superior de menor "grife",
Eu nunca senti atração física por outro homem,
Eu me apaixonei muitas vezes - e namorei poucas,
Eu morei durante 4 anos com minha segunda namorada em dois bonitos apartamentos em um dos bairros mais requisitados da cidade,
Eu fui sócio-proprietário de uma loja bem sucedida,
Minha família me apoiou quando eu abusei do uso de drogas,
Minha família me apoiou (não só financeiramente) quando acabou meu relacionamento e minha sociedade na loja,
Minha mãe me recebeu de volta em sua casa e depois novamente me apoiou quando resolvi voltar a Porto Alegre e recomeçar,
Eu trabalhei em duas das melhores casas noturnas de Porto Alegre,
Eu conheci praticamente todos os integrantes de todas as bandas de rock locais - e alguns de fora também,
Eu me apaixonei outras tantas vezes e tive um relacionamento de 10 anos com minha terceira namorada,
Eu sou pai de um casal de filhos,
Meus filhos também nasceram brancos, caucasianos e sem deficiência física ou mental,
Eu ingressei no serviço público como celetista na CORSAN - Companhia Riograndense de Saneamento, onde cheguei a ser Chefe de Departamento,
Eu ingressei, depois, no Tribunal de Justiça do RS como servidor estatutário, onde trabalho até hoje,
Eu sou proprietário (mutuário) de um apartamento em um bairro de classe média,
Eu sou um PRIVILEGIADO.
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Muito disso é consequência de minhas escolhas...
Mas TUDO TERIA SIDO DIFERENTE se eu tivesse nascido
Mulher, e/ou
Negro, e/ou
Com deficiência física e/ou mental,
...
E/OU
...
Qualquer das outras frases que eu escrevi na sequência fossem diferentes
Vocês também são PRIVILEGIADOS... só precisam se dar conta disso...
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VELHAS COISAS NOVAS
Cada novo amor é para sempre
Um novo eternamente
Um plano inconsistente
Um erro iminente
Cada novo dia estamos mais velhos
Com as mesmas esperanças
Com ainda mais desconfianças
Com novas importâncias
Cada vez, infelizmente,
Menos crianças
Um novo eternamente
Um plano inconsistente
Um erro iminente
Cada novo dia estamos mais velhos
Com as mesmas esperanças
Com ainda mais desconfianças
Com novas importâncias
Cada vez, infelizmente,
Menos crianças
AMOR EM CONDICIONAL
- Por que tu não responde?
- Responder o quê?
- Eu disse que te amo!
- E isso é uma pergunta?
- Responder o quê?
- Eu disse que te amo!
- E isso é uma pergunta?
[sem título]
Dentre todas as frases
Que me arrependo de ter dito,
Acredito que
"Eu te amo"
Tenha sido a mais vã...
Que me arrependo de ter dito,
Acredito que
"Eu te amo"
Tenha sido a mais vã...
Pessimismo e Felicidade (Respirando Fundo)
De acordo com Ariano Suassuna “o otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.” Eu poderia ir adiante, e dizer que o feliz é um acomodado. E que a Felicidade (assim mesmo, com letra maiúscula) é uma mentira que se conta - geralmente para si mesmo. Vale a pena, então, uma outra citação - de Pierre Lèvy, em seu livro O Fogo Liberador: "Você vive para contar o que faz para os outros, para si mesmo ou você simplesmente vive aqui e agora?"
A Felicidade, sonho de consumo de 11 em cada 10 seres humanos padrão, pode ser traduzida de maneira simplista como "a inexistência de preocupações" - não que seja um conceito bem firmado, digamos assim. A Felicidade faz parte de alguns conceitos indefiníveis (como os nomes das cores, por exemplo) e talvez só seja menos difícil de explicar que o conceito de Amor. A Felicidade é, no senso comum, o estado de quem se sente feliz. E sentir-se feliz é algo simples, mas ao mesmo tempo momentâneo, efêmero e transitório. É a velha diferença entre ser e estar - felizmente(!) em português existe esta diferenciação para facilitar a compreensão.
Para muitos, a simples busca pela Felicidade nos torna infelizes. Segundo outros tantos o erro está em fazermos esta busca fora de nós mesmos. Autores de auto-ajuda enriquecem (e talvez sintam-se felizes com isso) vendendo fórmulas prontas para a Felicidade - normalmente, neste caso, associada ao sucesso emocional e/ou financeiro. Líderes religiosos apregoam que esta é uma existência de sofrimentos cujo objetivo é nos preparar para a Felicidade em outro plano/mundo/existência.
Em relacionamentos interpessoais a Felicidade acaba sendo projetada na(s) outra(s) pessoa(s). Eu mesmo, no final de um longo relacionamento, já declarei: "sinto saudades de quando me via feliz e imaginava te fazer feliz". Pode parecer bem romântico, mas se analisar friamente é apenas ilusão. Ilusões até inocentes de que somente se é feliz quando fatores externos nos deixam felizes. São os Príncipes Encantados, as Almas Gêmeas, as metades-da-laranja, os sapatos-velhos-para-pés-cansados, etc. E temos a música/literatura corroborando adágios do tipo "andorinha só não faz verão" e "impossível ser feliz sozinho".
Uma visão, para mim, muito útil destas questões é encontrada na Doutrina Budista*, remetendo às Quatro Nobres Verdades: "Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor" (esta frase NÃO é do Renato Russo, e sim de um mestre Zen Budista chamado Daisetsu Teitaro Suzuki). E a única maneira de evitar o sofrimento (o que levaria ao Nirvana - a Felicidade absoluta) é o desapego.
Este é, talvez, o ponto central da minha vida - tanto agora quanto no passado. Eu sempre tive um desapego inato, mas durante muito tempo tentei lutar contra isso. Isso não quer dizer que eu me considero melhor ou mais evoluído, apenas estou concluindo que eu já tentei muito, e de diversas maneiras diferentes, pensar e agir da maneira padrão. Já tentei me apegar (no sentido de me sentir posse ou possuidor) a sentimentos, coisas e pessoas mas sem sucesso. Cheguei a um determinado momento em minha vida - e, coincidentemente ou não, este momento veio depois da paternidade - em que tudo me pareceu tão sem sentido que acabei abrindo mão de qualquer tentativa de ser o que se esperava de mim.
Não há carreira profissional, emprego, dinheiro, relacionamento, atividade física, ou qualquer outra coisa que vá me tornar permanentemente feliz. E também não há nada que vá me fazer permanentemente infeliz. As oscilações entre momentos felizes e infelizes são sempre preenchidas por períodos de "estabilidade". Resta apenas não me entusiasmar com os bons e nem me frustrar com os ruins.
E tudo deixa de ser problema a partir do momento em que não crio expectativas sobre mim mesmo, evitando frustrações. E, ao mesmo tempo, não me preocupo mais em decepcionar os outros, pois estas são as expectativas deles - que estão muito longe do meu controle. Eu já escrevi antes sobre este assunto. Cheguei a ouvir de alguém muito especial que: "pra quem se diz pessimista, muitas vezes teu otimismo me agrada". Mas a verdade é que eu não sou nem propriamente um pessimista. Seria melhor dizer que eu simplesmente "não me apego".
Mais uma vez, o pouco do budismo que eu uso em minha vida me dá um rumo: RESPIRAÇÃO. Inspirar profundamente e expirar completamente. Não é preciso nem sentar-se na posição clássica de meditação. Não é preciso entoar nenhum mantra. Não é preciso se imaginar uma árvore. Basta respirar fundo. Os batimentos cardíacos desaceleram e todo o organismo trabalha melhor com a oxigenação do sangue. Tanto o entusiasmo quanto a frustração se dissipam e nosso corpo se torna um catalisador de nossos sentimentos.
Respire assim:

Respire assim:

Uma das tarefas mais difíceis na existência humana é atuar socialmente como um catalisador. Quimicamente, o catalisador é uma substância que interfere em determinado processo, alterando a velocidade deste, sem alterar suas características. Agir como um catalisador, portanto, é algo como "ajudar" determinado problema (ou conflito) a chegar à sua solução ou resolução - e não se tornar parte do problema, ou um novo.
E assim, desse jeito simples: sem criar expectativas, sem apegar-se e agindo de forma a não atrapalhar o caminho natural do problema (que acaba sendo a sua solução), nossas preocupações deixam de nos afetar além da conta. Sendo que, lá no começo, eu defini livremente Felicidade como "a ausência de preocupações", será que acabei de oferecer uma "fórmula para a Felicidade"? - Desculpem-me, mas esta NÃO é a minha intenção.
*Apesar de eu não seguir nenhuma doutrina, isto não impede que eu encontre convergência de ideias em questões pontuais como esta.
Leiam mais e, por favor, não se contentem somente com os links indicados abaixo. Façam suas próprias pesquisas e tirem suas próprias conclusões:
https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/um-truque-para-acalmar/
https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/um-truque-para-acalmar/
http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/14-sinais-de-que-voce-tem-inteligencia-emocional
POR QUE UMA BERGAMOTA?
Por que querer aquela bergamota
lá de cima -
quase inacessível entre os galhos -
se tem tantas outras
ao alcance das mãos,
e sem precisar se preocupar com os espinhos?
lá de cima -
quase inacessível entre os galhos -
se tem tantas outras
ao alcance das mãos,
e sem precisar se preocupar com os espinhos?
ALIMENTO
Vivo
De brisa;
De crianças sorrindo
E de pássaros cantando;
Do Sol
No céu brilhando;
Da Lua
A noite vigiando;
Também da dor
Que persiste, machucando;
Do fogo da paixão
Por dentro queimando;
Do amor
Ainda que doendo;
De tu,
Que disseste não, sorrindo;
E de mim,
Que vivo morrendo.
De brisa;
De crianças sorrindo
E de pássaros cantando;
Do Sol
No céu brilhando;
Da Lua
A noite vigiando;
Também da dor
Que persiste, machucando;
Do fogo da paixão
Por dentro queimando;
Do amor
Ainda que doendo;
De tu,
Que disseste não, sorrindo;
E de mim,
Que vivo morrendo.
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